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Thursday, July 10, 2008

Trip para a Normandia - última parte :o)

De Fécamp voltamos para o 'country side' da Normandia. Passamos rapidinho por Sassetot-le-Mauconduit, para visitar o Chateau de Sassetot (onde Sissi passou um verao :o) ). Eu confesso que o castelo me decepcionou um pouquinho. Achei que ele parece muito mais bonito nas fotos do website que na vida real. Como o palácio é um hotel, e nao um museu, só demos uma bisolhada por fora, e pelos jardins, e fomos embora novamente. Tentamos almoçar na cidadezinha, mas nao tivemos sucesso: nao tinha nem restaurante, nem bistrot, nem nada. Só uma padaria (com coisas doces, portanto, nada de almoço!) e um bar onde se vendia somente bebidas.

De lá, fomos direto para o nosso hotel (L'Auberge du Val au Cesne) em Yvetôt, onde queríamos passar a tarde descansando. Aliás, o nosso hotel foi um capítulo à parte :o) Para comecar, a chave para o quarto. Dá uma olhada no TAMANHO do chaveiro!!! Quando nós vimos essa coisa enorme, nao conseguíamos parar de rir :o))) É só comparar o tamanho do chaveiro com o tamanho da minha mao :oD


Pequeno chaveiro do nosso quarto de hotel :o)

E essa pequena chave (alias, a chave era mesmo pequena, hahaha) abria a porta de um quarto todo decorado em estilo antigo da Normandia. Ou seja, tudo seguia a mesma estampa, em todos os lugares possíveis do quarto, e tudo em tecido! Cortinas, paredes, teto, almofadas, colcha da cama, abajures, sofá, cadeiras. TUDO estofado, e TUDO vermelho com branco! Dá para acreditar? E, sim, o banheiro era normal, hahaha :oD

Quarto de hotel em Yvetôt


Depois de uma soneca, passamos a tarde no jardim, jogando cartas. O restaurante do hotel era muito bom, entao decidimos jantar por ali mesmo. O detalhe é que, ao lado do jardim, havia galinhas, pavoes (que estavam namorando, com a cauda aberta! Lindo!), e outras aves afins, e o cheiro... bem, o cheiro era BEM de campo mesmo :o)

Jardim do hotel

No dia seguinte, eu queria ter ido visitar vários castelos e mansoes da redondeza (como Rouen foi um importante centro financeiro, a regiao é recheada de castelos e mansoes lindissimos). Mas, infelizmente, nao havia nenhum disponível!!! O Mansoir de Villers (em Saint-Pierre-de-Maneville, que visitei a quatro anos atrás) só fica aberto aos sábados, domingos e feriados (tanto os jardins quanto a mansao sao lindos. E o tour é feito pelos donos, noblesse francesa :o) , que contam várias histórias interessantes, principalmente da época da Revoluçao Francesa). E outros castelos da regiao ficam abertos ao público em junho, julho ou agosto (época de alta estaçao), mas nao em maio!!! Fomos definitivamente no mês errado!!! E, sim, eu confesso: nao sabia que castelo ficava aberto à visitaçao só alguns meses por ano, e sim, nao chequei absolutamente nenhum período de visitaçao antes :o) Mas, tudo bem, é mais um motivo para voltar novamente à regiao, hehehe.
Assim, acabamos indo para Jumièges, visitar a abadia (de Jumièges, é claro, hehehe). Fundada em 654, a abadia sofreu muito no período da Revoluçao Francesa (que, aliás, dá para entender perfeitamente por que aconteceu, vendo o luxo em que a nobreza e o clero viviam): ela foi transformada em pedraria, e assim as pedras eram extraídas e vendidas (pobre abadia!). Períodos mais tarde, a abadia foi comprada por um casal, que visava sua preservacao. Hoje só a ruínas, mas eu acho as ruínas lindas :o)

Abadia de Jumièges

De Jumièges, fomos a Caudebec en Caux (nosso próximo hotel), e no caminho paramos em Duclair, para visitar o museu Août 44 –L’Enfer (Inferno) sur la Seine. O museu fica nos antigos estábulos do chateau du Taillis.

Château du Taillis

Estacionamos o carro, e procuramos a entrada para o museu. Tudo fechado... Continuamos a caminhar em direçao ao castelo, e vimos um grupo de homens da manutençao. Perguntei para eles sobre o museu, e um deles me disse para esperar um pouquinho. Depois de um tempo, ele apareceu com a chave na mao, me explicando que ele é o dono do castelo (o que?!!!!), que ele está reformando tudo, e que ele nao teria tempo de mostrar o museu para nós, mas que podíamos olhar tudo à vontade. Perguntei para ele se era possível visitar o chateau também, e ele disse que nao: que nao valia a pena mostrar o castelo para turistas individuais, só grupos. Que peninha! Mas, de qualquer modo, mesmo que tívessemos vindo num grupo, nao é alta temporada, e portanto o tour pelo castelo estava fechado até para grupos de turistas :o) Claro que namorido e eu demos uma espiada pelas janelas do castelo, e ainda tem muiiiiiita reforma pra fazer! O museu é bem interessante. Conta o período da debandada alema depois da derrota do Dia D, e as dificuldades para atravessar o rio Sena. Todas as peças (uniformes, armas, papéis, fotos, e milhares de outras coisas mais) foram coletadas pelo filho do casal na regiao mesmo. Algumas foram doadas para o museu, outras compradas. É interessante, e muito bem organizado.De Duclair, fomos a Caudebec en Caux. Eu ainda tinha a imagem de um restaurante a beira do Sena, onde jantei a quatro anos atrás, e cuja comida havia achado excelente. Por isso, queria levar namorido para experimentar a culinária de lá também. Assim resolvemos ficar no hotel que abriga o restaurante. Decepcao total! Além do jantar ter ficado muito abaixo das nossas expectativas, o serviço era horrível, e a comida demorou muito pra chegar também. Nao, nao foram 15 mintos. Foi UMA HORA para receber a entrada, e mais UMA HORA para receber o prato principal!!!! Tudo bem que a vista era muito bonita da nossa mesa, mas todo o resto deixou muito a desejar :o( O tempo passa, o tempo voa, e as coisas mudam!!! As vezes para melhor, as vezes para pior. E as vezes para BEM pior, hehehe :o)Na tarde, ainda aproveitamos para visitar o Museu do Victor Hugo. Ele morou por um tempo nessa casa, e a filha dele morreu afogada nessa regiao, no rio Sena.

Museu Victor Hugo

E assim acabou nossa viagem para a Normandia! :o) Faltaram os castelos, mas fica para uma próxima vez :o)))

Trip para a Normandia - parte V

Está um dia nublado, esquisito, úmido. Faça chuva, faça sol, mas se decida!

Hoje fui almoçar na casa da Carol. Eh tao bom bater papo, que delícia! E o feijaozinho dela é muuuuito bom! Adoro os nossos almoços :o)


E, de volta à Normandia... De Honfleur, seguimos até Etretat, onde havíamos reservado nosso hotel. No meio do caminho, paramos para almoçar num restaurante perdido no meio do nada. Literalmente no meio do nada: seguimos uma estradinha, e a estradinha acabava onde ficava o restaurante :o) Mas que vista! O restaurante (Bellevue) era todo em vidro, e ficava no topo das falésias enormes! E a comida era excelente também! Se achar o endereço, coloco aqui, porque vale a pena.

Vista do restaurante

De lá, fomos até Etretat, direto no nosso hotel, para a sonequinha da tarde :o) Depois da sonequinha, e de uma pausa para escrever cartoes postais, exploramos todas as falésias em volta: sobe, desce, sobe, desce :o) Muito vento, mas o dia estava lindo, nao dava para reclamar :o) Etretat é famosa por essa rocha com abertura. Um amigo de namorido disse que parece um elefante. Será?

Falésias em Etretat. Dá para ver o elefante? :o)

Falésias em Etretat e eu :o)

Compenetrada escrevendo postais :o)

A noite, jantamos no restaurante do hotel, com vista para o mar. E eu finalmente criei coragem, e perguntei para a garçonete: "Quando se quer somente uma garrafa de água corrente, e nao uma garrafa de água industrializada, como se pede?" E a resposta veio prontamente: "une carafe de l'eau". Ok, palavras mágicas aprendidas por mim e namorido: carafe :o) As garrafas de água industrializadas (Evian, Volvic, etc) sao caras, mas em todos os restaurantes, pedindo, você ganha água potável de graça. É só saber pedir :o))) Assim, acaba-se poupando mais para o vinho, hehehe.
No dia seguinte, partimos rumo a Fécamp. No caminho, paramos em Yvetôt: uma praia pequenininha, mas muito simpática (se é que praia pode ser simpática, hehehe).

Yvetôt

Yvetôt novamente: adoro essa foto feita by namorido :o)

Em Fécamp, nossa primeira parada foi a fábrica de licor Benedictine. O prédio, por si só, já vale a pena! A fábrica também é um museu, aberto à visitaçao. Os tetos sao lindos por dentro!

Fábrica do licor Benedictine em Fécamp

Depois da visita, pausa para um café à beira-mar. Namorido pediu um cappuccino. Alguém consegue achar o café no meio do creme? :o)))

Cappuccino em Fécamp:
eu tinha que tirar uma foto!

Em seguida, subimos numa falésia (de carro dessa vez, hehehe) para tirar fotos do alto.

Fécamp do alto: infelizmente, um pouco nublado :o(

Lá há ainda inúmeros bunkers também. Toda essa regiao da Normandia era altamente vigiada pelos alemaes, por ser um ponto estratégico: qualquer barco era avistado à distância no mar.

Bunker 1

Bunker 2: no alto, a base para um radar

Bunker 2 visto de frente

Wednesday, July 9, 2008

Trip para a Normandia - parte IV

GMAT finalizado, eba! Que alívio! Acho que deu pra passar, mas agora é aguardar o resultado. Pelo menos o stress de estudar acabou! Como é ótimo chegar em casa depois do trabalho, e nao ter que se preocupar com nada, eba :o)


Voltando à Normandia... Nossa, essa história tá mais comprida do que novela :o) Mas, como hoje estou cansada, e nao vou escrever muito, aguardem cenas dos próximos capítulos, hehehe. A propósito, por falar em França: esses amigos nossos (ele alemao, ela francesa) estarao indo para Rouen esse final de semana, para ir num festival na sexta-feira onde Gilberto Gil estará tocando... de graça!!!! Também quero!!!

Ok, de volta a trip:
Chegando em Caen, fomos visitar a Abadia dos Homens. A Abadia dos Homens, e a Abadia das Mulheres, foi construída por Guilherme, o Conquistador. Como ele casou com uma prima de segundo grau, ele teve que comprar o perdao do Papa, e a forma que ele achou foi construíndo essas duas abadias. Sem comentários...
De qualquer forma, as abadias sao muito bonitas! Elas ficam em lugares diferentes, entao assim que chegamos em Caen, fomos primeiro visitar a Abadia dos Homens. É também onde fica o túmulo de Guilherme, o Conquistador.

Abadia dos Homens

Túmulo de Guilherme, o Conquistador
(eu nao sabia que ele tinha sido enterrado em Caen!)

Depois da visita, exaustos, decidimos (finalmente!) ir para o hotel. Mas, valeu a espera pelo check-in: o hotel (na verdade, Bed & Breakfast) pertence a um casal, e eles têm apenas quatro quartos, mas cuja decoraçao é muito show!

Nossos aposentos :o)


O quarto visto da cama

Depois de descansarmos um pouco, fomos até uma ruazinha de bistrots e restaurantes. Sabe como é, segunda-feira à noite estávamos com medo de que a dose da noite anterior se repetisse, e tudo estivesse fechado... Mas, Caen nao é tao provinciana assim, e a dona do hotel nos indicou uma ruazinha muito charmosa (rue de Vaugueux), cheia de bistrots e restaurantes, que fica aberto todos os dias da semana. Yeeeah! Escolhemos o Petit B, e nao nos arrependemos. Namorido pediu, de sobremesa, profiteroles. A montanha que veio era gigantesca, mas nao sobrou nenhum para contar história :o) O que eu achei interessante foi minha entrada: pedi uma variaçao de aspargos, e vieram aspargos grelhados, aspargos a milanesa, e sorvete de aspargos (salgado)!!! Beeeem diferente, mas gostoso :o)

A montanha de profiteroles

No dia seguinte, depois de um maravilhoso café da manha (tinha até campânula de vidro sobre prato de prata, com um mini-brownie dentro: fofo!) aproveitamos para dar uma passadinha rápida pela Abadia das Mulheres (onde está enterrada a esposa de Guilherme: Rainha Matilde - nao sei por que, mas adoro esse nome!). A abadia dela é bem menor e mais delicada.

Abadia das Mulheres

Depois da visita, praia!!!! Primeira parada: Honfleur, palco de várias obras de pintores impressionistas. A cidade é pequena, mas muito lindinha!

Honfleur

Nós sentamos no porto, em um dos vários cafés que há no terraço dessas casas coloridas, e curtimos o sol tomando um cappuccino. Férias total!

Tuesday, July 8, 2008

Trip para a Normandia - parte III

Hoje tirei o dia de folga do trabalho para estudar/descansar/me preparar para o GMAT (18h). Estudei pra caramba hoje de manha (nem é em cima da hora, hehehe), e agora tô desopilando escrevendo aqui no blog. Daqui a meia hora vou para Maastricht. Que meeeedo :o)

Enquanto isso, a viagem pela Normandia continua :o)

Cedinho fomos até o Mont Saint Micheal.

Mont Saint-Michael: foto tirada pelo namorido na véspera, no pôr-do-sol

No site oficial deles, é possível ver os horários de abertura da abadia (que fica no topo do monte). O que eu nao sabia é que dá para passear na cidadezinha do monte a qualquer horário, mesmo que você nao fique num dos hotéis lá dentro (que, aliás, nao sao tao caros assim, entao talvez também sejam uma boa alternativa). Se nós tívessemos sabido disso antes, provavelmente teríamos aproveitado para jantar na cidadezinha, e comido a famosa omelete da Mère Poulard (recomendada nos meus guias de turismo). Assim, como chegamos muito cedo para a visita pela manha, perdemos a oportunidade de experimentar a tao famosa omelete, pois o restaurante da Mère Poulard só começa a servir a bendita às 11h30 da manha :o) (o que, na verdade, faz sentido, hehehe).
Bom, chegamos no monte às 8h30, e foi uma maravilha: só nós dois caminhando pelas ruas desertas :o) Paramos num café, e aproveitamos para dar uma aquecida (estava frrrio!) e tomar um café com leite.

Mont Saint-Michael cedo pela manha

As 9h, entramos na abadia, no topo. A vista é linda, e a abadia é imensa! Apesar de quase todos os saloes nao terem mobília, só o prédio em si já vale a pena (eu adoro prédios antigos com a respectiva mobília, acho que a atmosfera é outra!). Quando nossa visitaçao acabou, já havia filas grandes do lado de fora para entrar na abadia. E isso em plena segunda-feira de manha, cedinho!!! Também as ruelas da cidadezinha estavam tomadas de gente. Quando vimos a quantidade de ônibus de turismo no estacionamento, entendemos porque :o) Por isso, para quem nao gosta de multidoes como eu, vá o mais cedo possível, que o clima é outro!


Jardim interno da abadia

Olha eu aí :o)

Depois da abadia, fomos ainda visitar um cemitério alemao que fica no caminho para o Mont Saint Michael, onde vários soldados foram enterrados na Segunda Guerra Mundial (apesar do cemitério ter sido construído bem depois).

Do Mont Saint Michael fomos a Caen, nossa próxima parada. Como nosso check-in só seria possível às 17h, decidimos ir visitar direto Omaha Beach e o Museu do Dia D, deixando Caen para visitaçao à noitinha.

A primeira vez que visitei a Normandia (4 anos atrás), tive a maior dificuldade em achar onde ficava Omaha Beach (sim, porque Omaha Beach nao constava no GPS, óbvio). Depois de muito procurar na internet (talvez hoje seja melhor, mas na época me deu uma canseira :o) ), achei o nome de uma cidadezinha: Colleville-Sur-Mer. E, uma vez chegando a Colleville-Sur-Mer, há várias plaquinhas indicando todos os lugais de visitaçao: museu do Dia D, cemitério americano, Omaha Beach, monumentos, etc.
Bom, chegando em Colleville-Sur-Mer, seguimos a indicacao para Omaha Beach, e chegamos numa praia meio deserta, com um hotel Cassino no alto de um morro. O hotel parecia meio decadente, e o restaurante mais ainda, mas como a vista era fantástica (o restaurante-bistrot ficava no subsolo do hotel, mas com as paredes para o mar todas envidraçadas), resolvemos encarar mesmo assim. E que surpresa: namorido pediu uma pizza 4 queijos que ele comeu de joelhos! Nada de molho de tomate ou afins. A pizza era feita com uma massa fininha, e coberta, mas muuuito coberta, com camembert, roquefort, queijo de cabra (e mais um outro queijo, mas nao lembro nem vou lembrar do nome). Era algo impressionante, nunca vi tanto queijo junto sobre uma pizza :o) Delíiiiicia! Eu pedi um croque-monsieur e uma salada de alface. Devia ter pedido a pizza também! Se arrependimento matasse... :o)

A Pizza 4 Queijos de comer de joelhos!

Depois da pança cheia :o) , fomos caminhar pela praia (até porque o termo 'passear' nao se aplica aqui). O dia lindo, um céu super azul, um mar maravilhoso, mas nem por um minuto se esquece o que passou-se por ali, há vestígios por todos os lados. Em Omaha Beach há ainda os restos de um porto construído pelos aliados, e um bunker.

Omaha Beach

Em Colleville-Sur-Mer, há um belo monumento na areia, celebrando a coragem dos soldados e, principalmente, a paz.

Monumento ao Dia D em Colleville-Sur-Mer


A 5 minutos da praia, fica o Museu do Dia D. Vale a pena entrar, há muitos pequenos objetos contando a história do que se passou por ali. Depois da ida ao museu, fomos ainda ao cemitério americano. Numa placa na entrada, lê-se que é proibido rir, conversar em voz alta, comer ou beber (beber? Até água? Achei muito estranho). Ver as milhares de cruzes, uma atrás da outra, em fileiras que nao acabam mais, é impressionante. Impressionantemente triste.
Depois do cemitério, decidimos voltar para Caen. Em Caen mesmo que fica o maior museu da história da Segunda Guerra. Mas, como passamos a tarde toda num lugar que é muito carregado de história, mas de uma história pesada e triste, decidimos deixar para uma próxima vez. Assim, voltamos para Caen, para visitar as abadias (ainda faltava uma hora para o check-in no hotel... 17h é meio tarde, nao?)

Ok, hora de ir para Maastricht. Aqui vou eu :o) Amanha tem mais.

Monday, July 7, 2008

Trip para a Normandia - parte II

Ai, gente, tô meio que me desesperando com o GMAT.... Acho que eu devia ter começado a estudar bem antes! Mas, achei que me concentrar primeiro para o Toefl, e depois para o GMAT, era uma boa idéia. O que eu nao previ é que uma semana NAO ia ser suficiente (ainda mais que a minha semana foi comprimida para três dias, tendo em vista que nos outros dias meus sogros ainda estavam nos visitando, e aí nao deu tempo pra nada). Bom, let's see... Na pior das hipóteses, tento a inscriçao no ano que vem novamente. Como diz namorido, 'a vida é muito curta pra se estressar tanto!' :o)

Ok, de volta a viagem:
De Giverny, fomos almocar num restaurante no meio do nada, chamado Les Jardins d'Epicure 1 Michelin star(Bray et Lu), que eu descobri via o Guia Michelin. A ida ao restaurante foi muito engraçada, porque namorido e eu nos entreolhavamos assustados: em que mato nós vamos parar? O lugar era, literalmente, no meio do nada! A rua nem constava no GPS! Mas, entre trancos e barrancos (o caminho de Giverny até a cidadezinha era de uma via só: quando vinham carros na contramao, o que quase nao aconteceu, a solucao era um deles parar no, digamos, acostamento...), chegamos ao lugar. E a comida era divina! E o cenário mais divino ainda: as mesas eram todas ao redor da piscina, numa varanda envidraçada, numa mansao de 1852. Muito lindo! Do lado da piscina, quadros e um piano. Eu já fiquei imaginando alguém pulando dentro da piscina com estardalhaço, e inutilizando o piano! Mas, de repente, o estilo é outro: chega-se até a piscina, deixa-se o roupao cair aos pés, e entra-se pela escadinha, degrau por degrau, com touquinha na cabeça, pronta para um nado calmo e tranqüilo de peito. Vai saber, né? :o)

Os quadros nao estao super pertinho da piscina? Eu acho :o)
Mas o restaurante era muito legal :o)
E a comida melhor ainda :o)))


De qualquer jeito, como a curiosidade mata, acabei perguntando para o maître se a piscina era utilizada. Ele disse que podia ser utilizada pelos hóspedes do hotel, entre 9h e 11h, e 14h e 16h. Horário estranho, nao? E fiquei imaginando a trabalheira: tira cálices, tira guardanapos, tira talheres, tira pratos, tira a toalha, tira a mesa e tira as cadeiras (porque é tudo muuuuuuito encostado na água). Depois do horário da piscina: coloca cadeiras, coloca mesa, coloca pratos, coloca talheres, coloca guardanapos, coloca cálices, tudo no lugar novamente! Mas, como a trabalheira nao é minha, só curti o cenário, a boa comida e o ótimo vinho. Delícia :o)
Carol, comi um petit gateau de chocolate em tua homenagem, e estava dos deuses :o)))

Depois da farta refeicao, fomos dirigindo até Ducey, onde ficava o nosso hotel. Segunda-feira seria dia de Mont Saint Michael, e decidimos dormir em Ducey: assim chegaríamos cedo no dia seguinte, sem sermos atropelados pelos milhares de ônibus de turistas (literalmente!). Ducey fica a 20 minutos do Monte, mas nao tem nenhum estardalhaço turístico. Aliás, peca pelo contrário: havia um super palacete na cidade, mas totalmente abandonado. Deu uma peninha! Vontade de adotar!

O palacete abandonado...

Quanto a Ducey (na verdade, nosso hotel ficava exatamente em Saint-Quentin-sur-le-Homme), é um marasmo só! Chegamos no domingo de tardezinha, e tínhamos planos de jantar no hotel (que é conhecido pela boa cozinha). O que nao contávamos é que o restaurante fecha no domingo de noite. E, assim como esse restaurante, vários outros das cidadezinhas próximas (sim, porque em Saint-Quentin-sur-le-Homme o único restaurante era do nosso hotel, hehehe). Depois de muita procura e pedido de informaçoes, conseguimos achar um restaurante tailandês que superou as nossas expectativas. Nao estava bom, mas estava longe de estar ruim :o)
Como ainda era dia claro depois da nossa janta (20h), resolvemos nos aventurar e ir visitar o Mont Saint Michael de noitezinha mesmo (assim namorido já conhecia o caminho para o dia seguinte, hehehe). Lindo, lindo, lindo! Eu sempre me emociono quando vejo o dito cujo :o) Depois de tirarmos várias fotos, voltamos ao nosso hotel.
No dia seguinte, descemos para o café da manha, e nada. Silêncio por todo o hotel! Cadê todo mundo? No dia anterior, eu havia perguntado sobre o café da manha, e se haveria algum problema em tomá-lo às 8h, e a recepcionista havia me garantido que das 7h30 até 9h30 o café estaria disponível. Bom, depois de esperarmos uns 10 minutos, me irritei e toquei a campainha da recepcao de maneira irritante. Como o café da manha nao estava incluído no preco do quarto, decidimos ir embora e comermos algo na pequena padaria de Saint-Quentin-sur-le-Homme. A recepcionista veio com cara de sono, e nem achou estranho que nao iríamos esperar pelo café da manha. Aaargs! Tem que ter uma paciência de Jó!

Ok, time to go. Hoje à noite tenho nataçao, e mais duas horas de estudo GMATístico. Ai, ai, ai. Torçam por mim, que tô precisando!

Sunday, July 6, 2008

Trip para a Normandia

Acabei de voltar de uma caminhada na floresta com o namorido. Aqui em Aachen há uma montanha enorme, coberta de floresta, e com várias trilhas legais para caminhar. Hoje decidimos encarar uma, e caminhamos por uma hora, morro acima, morro abaixo. Santas panturrilhas :o)


Como ainda estou devendo o roteiro e fotos da minha viagem para a Normandia (sim, Mí, nao esqueci de ti, hehehe), segue o relato da trip :o) A propósito, as fotos sao todas by Namorido :o)
Dia 16 de maio, fomos para a regiao Noroeste da França (Normandia), passear por 10 dias. Nossa primeira parada foi Rouen, onde também participamos de um batizado. Um amigo alemao nosso é casado com uma francesa (com quem vou nadar todas as segundas-feiras), e eles têm um filho. Na França, o batizado civil é separado do batizado na igreja. Como os pais querem que o filho decida qual religiao seguir quando ele tiver idade para tomar essa decisao, eles decidiram fazer só o batizado civil. Esse é feito na prefeitura da cidade, e quem celebra a cerimônia é o próprio prefeito. No caso deles, foi feito numa cidadezinha perto de Rouen. Os pais fazem um pequeno discurso, o prefeito também, e aí é assinado um documento onde constam o nome dos pais, do filho, e do padrinho e da madrinha. Depois da cerimônia, toma-se um copo de champagne, e vai-se para o lugar da celebraçao. O batizado foi às 17h, a chegada no lugar da celebraçao foi às 19h. E a janta? Bem, a janta foi às 23h, para desespero de todos os convidados pelo lado do pai do menino (sao todos alemaes, e acostumados a jantar, no mais tardar, às 20h). Os pais dela sao naturais da Normandia, e o jantar é visto como uma grande festa. Como a família mesmo preparou tudo (jantar com 8 pratos, servido à francesa), acabou demorando mais que o previsto. Além disso, o jantar também é uma grande festa: entre os pratos, se levanta da mesa, se dança, se conversa, num clima de festa e informalidade. Entao, a uma hora da manha, ainda estávamos aguardando os queijos e a sobremesa :o) Bem diferente, muito legal, mas fiquei bem feliz de ter feito um lanchinho reforçado antes do batizado, hehehe :oD
No dia seguinte, sábado, aproveitamos a manha para passearmos por Rouen. Apesar de ter sido bastante afetada pela Segunda Guerra, ainda há muitos prédios e monumentos antigos, o que dá um charme todo especial à cidade. A atraçao principal é o relógio de rua e a catedral (pintada inúmeras vezes por Monet).

Relógio


Close do relógio com catedral ao fundo

À tarde, voltamos a cidadezinha do batizado para participar da festa de 1 ano do menino. A festa incluía uma caminhada de duas horas por um bosque, e depois uma farta mesa de café da tarde. Delíiiicia!


Bolos caseiros Deliciosos!


Torre de marrones (será que é esse o nome?): além de coloridos, o sabor era ótimo!
Correçao (créditos para Silvinha): macaron, e nao marrones, hehehe.


Macarons de pertinho

De noite, namorido e eu passeamos pelo Chemin d'Eaux em Rouen. É uma ruazinha bem charmosa, com um canalzinho de água passando pela calçada, e com vários bistrots e cafés charmosos. Ótima dica para jantar à noite.

No domingo, acordamos super cedo, e fomos direto para Giverny, visitar os jardins do Claude Monet (já queria ir a muitos anos, e nunca consegui achar uma ocasiao). Chegamos às 9h40 (o jardim abre às 9h30) e já estava lotado! Malditos ônibus de excursoes! Milhares de japoneses e americanos nas pequenas ruelas do jardim. O encanto se foi com a balbúrdia. Mas deu para curtir assim mesmo. A melhor época para se visitar é Maio (quando as íris estao florindo), ou em Setembro/Outubro (quando as flores aquáticas desabrocham). Nós visitamos na estaçao certa, mas infelizmente, nao fomos os únicos a ter a mesma idéia, hehehe.

Euzinha na frente da casa do Monet

Milhares de íris de todas as cores...

E milhares de turistas também...


Amanha tem mais, que agora o estudo me espera :o)