Tuesday, July 10, 2012

Dia 8 Trollstiegen

De Geiranger, continuando pela E63, passa-se por outro mirante de onde é possível descortinar a cascata das Sete Irmas.

Namorido, no mirante, tirando foto, novamente, de...
... Geirangerfjord com a cascata das Sete Irmas ao fundo (à direita).

Continuando pela E63, chega-se em Gudbrandsjuvet. É uma ravina formada pela grande quantidade de água que passa por um pequeno canal. Em vários pontos pequenas 'piscinas' foram esculpidas na rocha (mas com redemoinhos que dao medo...). Conta a lenda que o nome da ravina se deve a um homem chamado Gudbrand que, nos meados de 1500, fugindo com a sua noiva de perseguidores raivosos, pulou sobre a ravina e sobreviveu.
A força da correnteza

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

As piscinas naturais com seus redemoinhos

Para ver a força da água por cima, há um sistema de pontes interessante (o corrimao era todo ondulado :-)  ).

De lá seguimos para Trollstiegen. Antes do início da viagem, estávamos um pouco ansiosos se a estrada estaria aberta. Até o dia 1º de junho, ela continuava fechada. Mas entao abriu. Tornou a fechar novamente (nao sabemos porque, mas provavelmente foi para tirar a neve do meio da estrada), mas somente à noite (graças!).

Dá para ver a estrada? É essa aparecendo à esquerda, recortada no campo coberto de neve


Ao longe, o início da Trollstigen. Será que tá tudo nublado? Oh céus, ninguém merece!!! 

Antes de chegar no início da Trollstiegen, trabalhos na estrada para remover a neve que havia caído na noite anterior

Para ver a Trollstigen, há um mirante do lado direito da estrada

Para chegar até o mirante propriamente dito há um caminho...

... que agora, em junho, tinha partes cobertas de neve :-) A gente achou meio perigoso: a neve estava na mesma altura que o corrimao da cerca. Se levar um escorregao, e cair por sobre a cerca, bye-bye!

Aqui mostra o caminho alternativo (a única solucao era pisar sobre a neve mesmo): vimos gente com sandália encarando a neve (e tava escorregadia)

Quase chegando no mirante

E ebaaaaaa!!! Apesar das nuvens que vimos de longe...

... dava para ver a Trollstiegen direitinho :-)

A estrada foi construída em 1936, e a única forma de construí-la, devido a inclinacao da montanha...

... foi fazer ela cheinha de curvas :-)

Mmmm... Será que um carro passa?

Descendo a Trollstigen e ficando na mesma altura que as nuvens :-)

Lindo vale!

Depois de descer a Trollstiegen, no primeiro 'estacionamento' (ou parada) de carros, é possível ver a única placa oficial de trânsito do mundo regulamentando a 'Passagem de Trolls'. Legal, nao? :-)

Continuando pela E63, em direcao a Ålesund, parávamos seguido para apreciar a paisagem

Na E63, o Trollshop. Nao confundir com a placa oficial da passagem de trolls pertinho da Trollstigen :-)

E, sim, eles existem! Trolls por aqui...

... e por ali!


Continuando pela E39 e E136, chegamos na cidade de Ålesund, onde iríamos passar a noite.

A vista do porto

Os prédios na beirinha da água

Olá, gaivotinha :-)

A estátua de um marinheiro, com o porto ao fundo

A igreja de Ålesund [Ålesund Kirke]

E a pergunta que nao quer calar: Elvis esteve em Ålesund? Sério?


Nós ficamos no Hotel Brosundet, mas no quarto 47, um lugar muito especial :-)

Ali, logo a frente...

... o quarto 47 do Hotel Bronduset.

Sim, é um farol (de nome Molja), e ativo!

No andar de baixo, o banheiro...

... com um ótimo chuveiro.

Abrindo a janela, olá, Ålesund!

Subindo as escadinhas...

... chega-se no quarto. A cama era relativamente grande para o espaco pequeninho.

Do lado direito havia ainda um armário e um frigobar. Pela abertura do teto era possível ver parte da luz do farol à noite (ou melhor, entardecer, porque noite nao ficava nunca)

Escadinha apertaaaaaada!

Vista da janelinha do andar de cima :-)

A experiência de dormir num farol foi muito divertida (e romântica), e apesar do espaço ser somente de 12 metros quadrados, era bem confortável e muito bem decorado. Mas algumas coisas nao foram muito agradáveis:
- como nao há indicacao que o farol é também um quarto de hotel, vários turistas, que iam pela passarela até o farol, tentavam abrir a porta. De dia ainda vá lá, mas de noite é uma sensacao muito estranha ouvir alguém mexer no trinco da porta e tentando abrir a dita cuja com vigor. Me dava um medinho a cada vez, mesmo sabendo que o trinco era seguro.
- sou meio claustrofóbica, e teve uma hora que me deu uma agonia dormir num espaco tao pequeno. Ar, quero ar! Mas foi só abrir a janelinha que passou :-)
- como o farol é ativo, dá para ver a luz acesa dependendo da posicao em que se está na cama. Definitivamente eu nao consigo dormir com uma luz piscando sobre a minha cabeca, hehehe. Mas foi só mudar de posicao que eu finalmente consegui pegar no sono.

Para jantar, escolhemos o restaurante do hotel (Maki). Mesmo ficando no hotel, é bom reservar antes já que o restaurante é bem pequeno e possui poucas mesas.

O interior do restaurante. Apesar de ser a beira da água, só há uma janela grande com vista.

Nossa mesa

O cardápio é um menu fixo, sem possibilidade de escolher. Entao, lá fomos nós!
Fatias de salmao (ótimo!), nabo em tirinhas e uma espécie de maionese

Carne de baleia (tadinha! Mas na Noruega eles controlam a matança e toda carne de baleia tem identificacao do DNA para impedir a matança clandestina). O gosto era mais para carne do que para peixe (até porque a baleia é um mamífero, o que eu nem sempre lembro, hehehe). Como acompanhamento, cogumelo shitake e repolho

Esse estava ótimo! Sopa de tubinambim com óleo de laranja (delícia!). No meio, bochecha de bacalhau (estranho, mas muito bom!) com aspargos verdes marinhos

Lagoustine (como é em português?) com espuma de mexilhoes e tomilho.

Peixe haki com bulbo de erva doce

Sorbet de framboesa (e tomilho! Ótima combinacao!) e, na colher...

... uma flor de szechuan (gosto muito estranho e causa uma sensacao muito engracada na boca)
[Acabei de ler que a flor é nativa do Brasil e o nome é jambu. Eu nao conhecia, fui experimentar na Noruega, hahaha. Sem comentários...]

Peixe tamboril com purê, espinafre e cogumelo, com molho de vinho

E para encerrar, a sobremesa (que foi o mais normal do menu, mas nao menos deliciosa!): petit gateau de chocolate com berries (morango e framboesa). No topo do petit gateau, sorvete de baunilha.


De noite (sim, isso é noite, hehehe) voltamos para o nosso 'quarto' no farol Molja

No meio da madrugada, fomos acordados pelo barulho de um 'vizinho'...

... que ancorou pertinho da gente :-)

4 comments:

Silvinha said...

Muito legal ver as placas de trolls (e os trolls!). Eu tenho um certo pânico de altura, então as vistas, mesmo por foto, me deram angùstia, hehehe

O quarto mais diferente ever!

Beijos

Babisenberg said...

Sou super fã de Trolls!! Desde que minha prima fez intercambio na Noruega e trouxe alguns pra casa fiquei encantada com essas criaturas!! Cada louco com sua mania...

Ahh e eu já vi um amigo meu comer com muita vontade essa flor, eu nao cheguei a experimentar não, não tive coragem.

beijos

Márcia Cobar said...

Quantas fotocas lindas, Angie!
Ver as fotos belas das paisagens e dos pratos (principalmente do petit gateau com frutas vermelhas) knocked me down!!!
Bjim
Márcia

Lari said...

Estão maravilhosas as fotos!!! E o quarto nem se fala, muito chique!

Beijos